Fevereiro 02 2009

Se disser que dormi mal de noite, minto. Por acaso dormi um sono agradável, um pouco encalorado, não pela ansiedade de chegar a de manhã mas porque a residência onde vivo tem aquecimento central e só me lembra uma sauna comunitária.
Bem, como dizia, dormi calmamente. Acordei pelas sete 07h, tomei o meu banho, comi a refeição da manhã e apanhei o autocarro que me leva directamenta à rua do Jornal Público. Aqui da Avenida Rodrigues de Freitas até à Rua João de Barros demoro cerca de 40 minutos. A viagem é agradável, dentro dos possíveis.
 

O dia começou da melhor forma: cheguei ao local do estágio uma hora antes; para não parecer parola em chegar tão antes da hora, decidi comprar o jornal e ir tomar o café da praxe. Sentei-me num café ao lado do jornal, relaxei e, durante aquela hora não senti ansiedade. Simplesmente estava a ler as notícias do dia, a tomar o meu primeiro banho informativo da nova era que inaugurei hoje: a era do toque profissional da máquina notíciosa; assim parece soar bem a realidade animalesca que é o jornalismo de hoje em dia.

Às 10h em ponto apresentei-me na redacção. Dirigi-me à recepção, disse da minha condição de estagiária e, num ápice, já era tratada por todos como “a nova estagiária”. Ao entrar naquele open space que é a redacção do Público/Porto senti que estava a entrar na selva, figuramente falando. De um lado e outro só se viam pilhas de jornais. Na esquerda e na direita as editorias ganhavam forma pela arrumação quase simétrica de mesa para cada quatro; numa lógica quase caótica, não se aparentava haver hierarquias daquelas que assombram quem ali trabalha. Nessa mesma lógica informal foram chegando pela manhã os redactores/editores do jornal e, nessa maneira ainda desconhecida, fui sendo então apresentada a quem chegava.

Foi-me dado um espaço. O espaço que será o meu refúgio naquele open space rodeado de conhecimento e furor. Mesmo ao lado da equipa de design/paginação, começo a pensar que o local até pode vir a ser um bom refúgio. Parecem animados os gurus da paginação. Sorte a deles é que começam a trabalhar mais pelas três da tarde... que inveja.

                                                                                   ***


A ansiedade, aquela que não senti de manhã, apareceu-me ao início da tarde. Depois de ir percebendo um pouco a mecânica de funcionamento da redacção, apercebi-me que posso a vir a ter dificuldades em preencher as espectativas e corresponder ao esperado. 
 

A decisão de ficar no Local/Porto era a mais esperada e o que costuma acontecer aos estagiários que chegam. Começamos pelo que supostamente é mais fácil, que dá mais manobra para nos habituarmos ao dia-a-dia da ronda jornalística, do habitué de falar com as gentes da cidade, obter informações das fontes primárias e secundárias do que vai sendo notícia no Porto. Para mim até que não houve problema em aceitar; se é o que querem de mim, é nisso que vou tentar ser boa.

 

publicado por vanessaquiterio às 23:54
Tags:

muito bom...
adorei a forma de escrever...
deve ser uma experiencia fantástica...
Roberto a 6 de Fevereiro de 2009 às 19:15

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