Fevereiro 05 2009

Às vezes o cinzento dos dias transforma-se numa pequena luz que anima o anterior cinzento.
Hoje senti-me mais alentada a sorrir para este estágio pois uma pequena experiência abriu em mim um olhar menos negativo sobre as coisas que estavam a passar.
 
Foi um dia emocionante: tive a minha primeira saída como repórter, fui ao local do dito “crime” e tive a minha primeira notíca publicada no online.  Vou explicar por partes, já que o mérito não é todo meu, um pouco de trabalho sim, mas mais foi o suor do meu editor, que me vai ajudando a melhorar aspectos e aparando os golpes da minha ainda inexperiência jornalística.  

O dia começou rotineiro como os restantes desta semana; cheguei à redacção, bebi o cafézinho da praxe, peguei no jornal do dia, liguei o pc, vi os emails e comecei a fazer a ronda telefónica.
De manhã nada de interessante se tinha passado na cidade do Porto e arredores, ocorrências banais e sem relevância jornalística.
De tarde, de novo na ronda das 15h surgiu o que viria a ser a minha salvação do dia: segundo o comando do Porto dos Bombeiros, uma mulher tinha-se atirado ao mar, no Senhor da Pedra, na praia de Miramar em Gaia. O meu editor recebeu igual notícia através de um outro colega e, num repende seguimos para o local. Antes confirmei alguns dados com os bombeiros, a saber que meios estava no local e se realmente se tratava de buscas de um corpo.

Voamos até lá e chegados à praia,o cenário era previsível: alguns mirones estavam pelo local, juntamente com bombeiro, polícia marítima e a patrulhar o céu, um helicóptero da Força Aérea.
Durante a viagem até à ocorrência tive um diálogo agradável com o meu editor. Falei-lhe dos meus medos e da angústia que tinha por estar a falhar em coisas que já me colocavam macaquinhos na cabeça; pensei muitas vezes esta semana que não estava talhada para isto, mais valia ir embora.

A conversa que se seguiu não foi nada de especial mas deu-me um alento maior. Durante aqueles minutos de viagem as palavras que o meu orientador proferiu bastaram para me tirar da ideia que estava a errar. Afinal era o meu quarto dia na redacção e é normal ainda não estarmos habituados à mecânica do diário. Acima de tudo disse que não vale a pena estar a sofrer antecipadamente, mas que estar no Público é algo que é exigente por si só. Se estou lá é porque me foi dada a oportunidade de mostrar que merecia a aposta. De resto, vai-se aprendendo todos os dias e esta é a melhor escola que se podia ter em termos de referẽncia do jornalismo diário em Portugal – fora modéstias referiu-me ele – na tentativa de não parecer parcial. :P

Voltando ao acontecimento propriamente dito, na praia, os bombeiros continuavam as buscas que já vinham sendo feitas desde a hora de almoço. No terreno, entrei em acção, na busca de dados para a reportagem do sucedido. Falei com o oficial dos bombeitos de Valadares e com um dos mirones... conversas feitas, saimos do local com as informações possíveis e voltamos para a redacção.

O tratamento jornalístico do caso foi uma legenda para uma foto do nosso colega fotojornalista. Para comprovarem o realismo da foto e o meu artigo, espreitem esta página do Púbico online.
O artigo em si foi feito com o editor, numa verdade mais crua, foi ele que fez a maior parte do artigo... Parte do trabalho é meu, mas o suor é todo dele.
De resto, o dia acabou melhor que os outros, consegui não sair da redacção com a sensação de frustração e acabar por me ir deitar mais cedo que o normal... o hábito tem sido as 02h da manhã, e um cansaço tremendo ao acordar também.

publicado por vanessaquiterio às 23:49
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