Fevereiro 04 2009

Ao terceiro dia encarei a minha chegada à redacção com mais ânimo! Era o dia de ver o pequeno artigo que tinha feito no dia anterior e que, mesmo não saindo assinado, tinha sido  feito parcialmente por mim.

O editor da secção onde estou limou e arrajou o texto pois, como eu já esperava, não consegui logo à primeira fazer as coisas bem. Senti na pele o que me espera mais vezes certamente: um trabalho difícil e meticuloso, cansativo e as vezes desmotivante. Mas não me posso lamentar nem ser derrotista, estou a disvirtuar todo o sentido do meu estágio. MUDEMOS DE ASSUNTO:

 

O dia de hoje foi diferente pois tive o meu primeiro serviço como jornalista. Foi-me dada a tarefa de ir até Matosinhos, à apresentação de um projecto de requalificação de uma associação recriativa mítica da cidade. A apresentação contou com uma vasta comitiva da Câmara Municipal, direcção da associação recreativa, arquitecto da requalificação e alguns civis. No local também estavam outros jornalistas. Não foi nada de protocolar, antes pelo contrário, tudo num ambiente de total empatia e descontração, visto que o Presidente da Câmara de Matosinhos é "popularucho" e acarinhados por todos. Esclarecidas as questões, voltei para a redacção e comecei a esboçar o artigo que, nessa altura, ainda não sabia se sairia ou não.

 

Por voltas das três horas lá fiz a ronda, mais uma vez sem casos de maior a registar. Peguei logo depois num comunicado da Pj e, nesse instante percebi que me ia calhar de novo mais um artigo de casos de polícia. Assim que acabei o que o editor me tinha pedido, foi tempo de corrigir o que tinha escrito. Outra vez, levei assim que num roçar de orelhas, umas pequenas descascas sobre os erros que tinha no artigo. Quando digo descascas, não me refiro a ralhar ou dizer mal, mas sim, chamadas de atenção para que não construí o artigo como era pedido.

1º começei por referir um assunto de terceiro plano

2º o que era mais actual por acaso tinha no fim

3º alguma informação deveria ter sido melhor procurada e, mais grave ainda, confirmada de novo com a GNR
 

CONCLUSÃO: de um artigo de 1800 caracteres fiquei com um de 1300, que teve mesmo de levar uma correcção. A informação estava lá mas não hierarquizada como devia ser. Mesmo assim senti-me mal por ver que tinha feito o artigo incorrectamente, não tomei atenção que agora estou numa redacção a sério e que o meu trabalho tem repercurções na realidade informativa do jornal.
A ferros, lá o meu editor me ajudou com o artigo e, se amanhã vai aparecer assinado, o mérido não é meu, é dele, já que o organizou e colocou como devia de ser.

publicado por vanessaquiterio às 23:45
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E hás-de ter muito que aprenderes até morreres. *
brunomiguel a 4 de Fevereiro de 2009 às 23:59

Também tens mérito e muito: foste tu que recolheste a informação, foste tu que escreveste a primeira versão do texto. Mais de metade do trabalho é teu.
brunomiguel a 5 de Fevereiro de 2009 às 00:45

Citando a Luísa Teresa Ribeiro no twitter (https://twitter.com/luisaribeiro/statuses/1178197379)
«O problema é quando os "profissionais" acham que nada têm a aprender! A vontade de aprender é mais de meio caminho andado!»
brunomiguel a 5 de Fevereiro de 2009 às 00:54

Sempre a aprender..
Roberto a 6 de Fevereiro de 2009 às 19:51

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