Fevereiro 08 2009

Sobre a forma de aviso, passo a esclarecer que o meu blogue de estágio mudou de plataforma. A quem me acompanha nesta saga pelo mundo do jornalismo, queira aceder a paremasmaquinas.wordpress.com. Esta mudança tem uma razão de ser... a seu tempo revelarei tudo, tintim por tintim. :P

publicado por vanessaquiterio às 22:51
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Fevereiro 06 2009

a escrever...

publicado por vanessaquiterio às 23:11

Fevereiro 06 2009

foto

E eis a primeira foto que comprova o meu trabalho na redacção. Agradeço à minha colega Ana Coelho por me ceder a foto. A ela um obrigado especial por me estar a acompanhar nesta altura, crítica para ambas - o nosso estágio no tal jornal - o PÚBLICO

publicado por vanessaquiterio às 00:47
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Fevereiro 06 2009

Esta primeira semana de estágio está a acabar e, com ela, o esperado "resumé".
Este fim de semana prometo fazer um primeiro balanço de tudo: como foi o encarar desta nova realidade, o ambientar-me ao novo espaço de trabalho, os colegas, os editores e o mais importante, o que de novo me foi ensinado.
Quero apontar algumas dicas, muitas até para ser o mais correcta possível. A cada dia que foi passando, novas coisas foram fazendo "click" na minha cabeça e, num crescendo lógico, espero crescer nesta percepção jornalística da realidade que me rodeia.
Boa sexta-feira a todos os que acompanham este blog. 
Estou a recolher as dicas para fazer o post dos posts - mi'aguardem! :P

publicado por vanessaquiterio às 00:25
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Fevereiro 05 2009

Às vezes o cinzento dos dias transforma-se numa pequena luz que anima o anterior cinzento.
Hoje senti-me mais alentada a sorrir para este estágio pois uma pequena experiência abriu em mim um olhar menos negativo sobre as coisas que estavam a passar.
 
Foi um dia emocionante: tive a minha primeira saída como repórter, fui ao local do dito “crime” e tive a minha primeira notíca publicada no online.  Vou explicar por partes, já que o mérito não é todo meu, um pouco de trabalho sim, mas mais foi o suor do meu editor, que me vai ajudando a melhorar aspectos e aparando os golpes da minha ainda inexperiência jornalística.  

O dia começou rotineiro como os restantes desta semana; cheguei à redacção, bebi o cafézinho da praxe, peguei no jornal do dia, liguei o pc, vi os emails e comecei a fazer a ronda telefónica.
De manhã nada de interessante se tinha passado na cidade do Porto e arredores, ocorrências banais e sem relevância jornalística.
De tarde, de novo na ronda das 15h surgiu o que viria a ser a minha salvação do dia: segundo o comando do Porto dos Bombeiros, uma mulher tinha-se atirado ao mar, no Senhor da Pedra, na praia de Miramar em Gaia. O meu editor recebeu igual notícia através de um outro colega e, num repende seguimos para o local. Antes confirmei alguns dados com os bombeiros, a saber que meios estava no local e se realmente se tratava de buscas de um corpo.

Voamos até lá e chegados à praia,o cenário era previsível: alguns mirones estavam pelo local, juntamente com bombeiro, polícia marítima e a patrulhar o céu, um helicóptero da Força Aérea.
Durante a viagem até à ocorrência tive um diálogo agradável com o meu editor. Falei-lhe dos meus medos e da angústia que tinha por estar a falhar em coisas que já me colocavam macaquinhos na cabeça; pensei muitas vezes esta semana que não estava talhada para isto, mais valia ir embora.

A conversa que se seguiu não foi nada de especial mas deu-me um alento maior. Durante aqueles minutos de viagem as palavras que o meu orientador proferiu bastaram para me tirar da ideia que estava a errar. Afinal era o meu quarto dia na redacção e é normal ainda não estarmos habituados à mecânica do diário. Acima de tudo disse que não vale a pena estar a sofrer antecipadamente, mas que estar no Público é algo que é exigente por si só. Se estou lá é porque me foi dada a oportunidade de mostrar que merecia a aposta. De resto, vai-se aprendendo todos os dias e esta é a melhor escola que se podia ter em termos de referẽncia do jornalismo diário em Portugal – fora modéstias referiu-me ele – na tentativa de não parecer parcial. :P

Voltando ao acontecimento propriamente dito, na praia, os bombeiros continuavam as buscas que já vinham sendo feitas desde a hora de almoço. No terreno, entrei em acção, na busca de dados para a reportagem do sucedido. Falei com o oficial dos bombeitos de Valadares e com um dos mirones... conversas feitas, saimos do local com as informações possíveis e voltamos para a redacção.

O tratamento jornalístico do caso foi uma legenda para uma foto do nosso colega fotojornalista. Para comprovarem o realismo da foto e o meu artigo, espreitem esta página do Púbico online.
O artigo em si foi feito com o editor, numa verdade mais crua, foi ele que fez a maior parte do artigo... Parte do trabalho é meu, mas o suor é todo dele.
De resto, o dia acabou melhor que os outros, consegui não sair da redacção com a sensação de frustração e acabar por me ir deitar mais cedo que o normal... o hábito tem sido as 02h da manhã, e um cansaço tremendo ao acordar também.

publicado por vanessaquiterio às 23:49
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Fevereiro 05 2009

Ao quarto dia de estágio vi chegar-me às mãos o jornal que contêm o meu primeiro artigo assinado. De novo não consigo retirar do site a imagem que comprova o acontecimento, mas mais uma vez o coloco aqui para demonstrar. De novo é um caso de polícia, o normal para quem está na editoria de Local/Porto. Alguêm o teria de fazer.

 

O artigo sofreu alterações está claro, mais uma vez é metade trabalho meu e metade suor do editor. Na edição de 5 de Fevereiro de 2009, edição norte, Local/Porto

 

Homem baleado durante assalto na Maia

 

05.02.2009, Vanessa Quitério 

 

Um homem foi atingido com um disparo na cabeça depois de dois indivíduos terem furtado um automóvel à porta da residência dos vizinhos, em São Pedro Fins, na Maia. O tiroteio e o assalto ocorreram na noite de terça-feira, quando os proprietários arrumavam o carro na garagem da casa. A vítima apercebeu-se da situação e tentou de imediato barrar a fuga dos dois homens. Acabou por ser atingida na cabeça, sendo depois transportada para o Hospital de S. João, no Porto, pelos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia. Segundo fonte da Polícia Judiciária, foram detidos dois homens, um de 28 anos, servente da construção civil, e outro de 38, padeiro, identificados como os presumíveis autores do assalto e da tentativa de homicídio. Mais adianta a PJ que ainda não foram aplicadas medidas de coacção, prosseguindo hoje a audição dos dois suspeitos.
Na mesma noite, mas em Felgueiras, duas pessoas foram detidas pelo roubo de uma perfumaria. O grupo de assaltantes, composto por cinco indivíduos, fugiu a pé do local após o roubo, tendo três deles escapado às autoridades.
Já no dia anterior, na localidade de Banhos Secos, em Coimbra, um casal de idosos foi amarrado e amordaçado por três encapuzados que invadiram a sua residência, pelas 16h, levando dinheiro e dois telemóveis. Os idosos esperavam pelos sobrinhos quando foram surpreendidos pelos homens. Foi precisamente a chegada dos familiares das vítimas que acabou por afugentar o trio de assaltantes.
 
publicado por vanessaquiterio às 13:00

Fevereiro 04 2009

Pois é, nem só de estágio é feito o meu dia.

Passo cerca de dez horas diárias aqui na redacção do jornal mas, antes disso, tenho uma viagem de autocarro que dura cerca de 40 minutos. É uma agradável viagem pelo centro da cidade, num percurso quase desde a estação de comboios de Campanhã, até á Rua João de Barros, bem pertinho do Jardim de Serralves.

Todas as manhãs apanho o bus nº 207, mesmo à porta da residência. Num tormento matinal, acordo por volta das 08h e pouco e num repente tento despachar-me para ver se às 10h estou na redacção. E assim tem sido nestes últimos três dias.

A chegada a casa tem sido mais aborrecida. Sempre por volta das 20h30 apanho o autocarro de regresso, acabando por chegar à residência bem pertinho das nove e meia da noite. Faço de arranjar algo para o jantar e preparo o comer para o dia seguinte. Depois tento falar com a família e amigos, e actualizar este blog.
 

O deitar tem sido sempre por volta das 02h da manhã. Cansado do cérebro, também me canso a tentar estar actualizada e dar notícias de tudo a todos. Esta rotina está difícil de entrar. É um ritmo que ainda não adquiri. Mas com o tempo vai lá.
 

:P

publicado por vanessaquiterio às 23:47
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Fevereiro 04 2009

Tenho pensado desde o início da semana que devo melhorar alguns aspectos em relação à maniera como encaro meu estágio. Pensava que as coisas eram assim o mar de rosas que tinha no jornal universitário, mas o mundo real é bem diferente.

Isto de ter de se lidar verdadeiramente com a informação em bruto e ter que confirmar tudo ao milésimo pormenor tem ganho um significado estrondoso nos poucos dias que aqui estou. Já ouvi chamadas de atenção no que toca a  determinar o que é informação importante e relevante para o estilo do Público.

 

Dessa forma determino aqui alguns pontos em que tenho de melhorar daqui para a frente:

 

 encarar este estágio como uma oportunidade para aprender a melhorar a minha percepção da prática jornalísitca
 

 não stressar ao terceiro dia porque me dizem que não podem dar certas informações
 

 não ser exigente ao ponto de querer desistir porque inverti uma notícia, em vez de fazer o esquema da pirâmide invertida
 

 ponderar mais calmamente o meu lugar de estagiária, que é o lugar de quem faz aquelas coisas mais aborrecidas
 

 apreender realmente as dicas que me dão, já que esta é uma oportunidade valiosíssima de aprender com quem sabe
 

 *

A ver vamos como acaba esta semana. Prometo fazer um balanço desta primeira semana.

publicado por vanessaquiterio às 23:46
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Fevereiro 04 2009

Ao terceiro dia encarei a minha chegada à redacção com mais ânimo! Era o dia de ver o pequeno artigo que tinha feito no dia anterior e que, mesmo não saindo assinado, tinha sido  feito parcialmente por mim.

O editor da secção onde estou limou e arrajou o texto pois, como eu já esperava, não consegui logo à primeira fazer as coisas bem. Senti na pele o que me espera mais vezes certamente: um trabalho difícil e meticuloso, cansativo e as vezes desmotivante. Mas não me posso lamentar nem ser derrotista, estou a disvirtuar todo o sentido do meu estágio. MUDEMOS DE ASSUNTO:

 

O dia de hoje foi diferente pois tive o meu primeiro serviço como jornalista. Foi-me dada a tarefa de ir até Matosinhos, à apresentação de um projecto de requalificação de uma associação recriativa mítica da cidade. A apresentação contou com uma vasta comitiva da Câmara Municipal, direcção da associação recreativa, arquitecto da requalificação e alguns civis. No local também estavam outros jornalistas. Não foi nada de protocolar, antes pelo contrário, tudo num ambiente de total empatia e descontração, visto que o Presidente da Câmara de Matosinhos é "popularucho" e acarinhados por todos. Esclarecidas as questões, voltei para a redacção e comecei a esboçar o artigo que, nessa altura, ainda não sabia se sairia ou não.

 

Por voltas das três horas lá fiz a ronda, mais uma vez sem casos de maior a registar. Peguei logo depois num comunicado da Pj e, nesse instante percebi que me ia calhar de novo mais um artigo de casos de polícia. Assim que acabei o que o editor me tinha pedido, foi tempo de corrigir o que tinha escrito. Outra vez, levei assim que num roçar de orelhas, umas pequenas descascas sobre os erros que tinha no artigo. Quando digo descascas, não me refiro a ralhar ou dizer mal, mas sim, chamadas de atenção para que não construí o artigo como era pedido.

1º começei por referir um assunto de terceiro plano

2º o que era mais actual por acaso tinha no fim

3º alguma informação deveria ter sido melhor procurada e, mais grave ainda, confirmada de novo com a GNR
 

CONCLUSÃO: de um artigo de 1800 caracteres fiquei com um de 1300, que teve mesmo de levar uma correcção. A informação estava lá mas não hierarquizada como devia ser. Mesmo assim senti-me mal por ver que tinha feito o artigo incorrectamente, não tomei atenção que agora estou numa redacção a sério e que o meu trabalho tem repercurções na realidade informativa do jornal.
A ferros, lá o meu editor me ajudou com o artigo e, se amanhã vai aparecer assinado, o mérido não é meu, é dele, já que o organizou e colocou como devia de ser.

publicado por vanessaquiterio às 23:45
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Fevereiro 04 2009

Quarta-feira, o terceiro dia.

 

O dia de hoje começou bem pelo facto de ver o meu primeiro pequeno trabalho publicado. Uma coluna de 800 caracteres, remodelada e limada previamente pelo editor. Mas eu sei que a informação foi recolhida por mim. Chega-me saber isso. O resto, tomei nota do que tenho de melhorar. Para isso servem as correcções e dicas do meu editor.

 

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Farmácias do Grande Porto são alvo de assaltos

 

A Polícia Judiciária do Porto anunciou ontem a detenção de dois homens suspeitos de terem assaltado 12 farmácias de Gondomar, Valongo, Vila Nova de Gaia e Espinho, ao longo dos últimos dois meses. Mas esta detenção não impediu que, ao final da tarde de segunda-feira, mais duas farmácias da zona da Boavista, no Porto, fossem atacadas.

 

Na farmácia da Praça de D. Afonso V, dois homens lograram apoderar-se de uma quantia não especificada de dinheiro. Na Farmácia Pinheiro Manso, os assaltantes, também dois homens, exigiram ao técnico, ameaçando-o com uma pistola, que lhe entregasse o dinheiro em caixa. Perante a garantia de que não havia dinheiro na farmácia, os dois homens, que actuaram de rosto descoberto e aparentavam ter entre 25 e 30 anos, acabaram por levar apenas o computador portátil de uma cliente que se encontrava no local.

 

Jornal Público, 4 de Fevereiro de 2009 - edição norte - Local/Porto

 

 

publicado por vanessaquiterio às 23:05
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